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terça-feira, 8 de junho de 2010

É por isso que as velhas religiões e as antigas escrituras mostravam uma sabedoria tão sagaz quando falavam, não do dever de cada um para com a humanidade, mas do dever de cada um para com o próximo. O dever para com a humanidade pode assumir a forma de alguma escolha que é pessoal ou até mesmo agradável. O dever pode ser um hobby, pode ser uma diversão. Podemos trabalhar no East End, a parte pobre de Londres (ou em qualquer lugar onde há privações e perigos neste mundo), por estarmos especialmente talhados para trabalhar lá, ou porque gostamos de brigar. O mais monstruoso martírio, a experiência mais repulsiva pode ser o resultado de uma escolha, ou uma espécie de gosto. Talvez sejamos feitos de tal modo que temos predileção especial pelos lunáticos ou interesse especial pelos leprosos...
Mas temos de amar o próximo porque ele está presente - uma razão muito mais alarmante para uma atuação muito mais séria. Ele é amostra de humanidade que de fato nos é dada.

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