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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mas a fé mostra-me que devo amá-lo muito mais do que a mim mesmo, uma vez que percebo que ele me deu não apenas a vida, mas deu-se a si mesmo. No entanto, antes que chegasse o tempo da revelação total, antes que a Palavra se fizesse carne, morresse na cruz, deixasse o sepulcro e voltasse a seu Pai; antes que Deus nos tivesse mostrado quanto nos amava dando-nos a plenitude da sua graça, o mandamento havia sido proferido: "Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a sua alma e de toda a sua força" (Dt 6:5), isto é, de todo o seu ser, todo o teu conhecimento, todo o seu poder. E não era injusto que Deus exigisse de sua obra e de suas dádivas. Porque não deveria a criatura amar a seu Criador, que lhe conferiu o poder de amar? Por que não deveria, amá-lo de todo o seu ser, uma vez que é apenas por sua dádiva que o homem pode praticar algo de bom? Foi a graça criadora de Deus que do nada nos fez surgir para a dignidade de seres humanos.

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